Olá

Bem vindo ao Coisas da Alma!

Despretensiosamente levando um pouco de espiritualidade ao mundo!

Conheça o http://aalmadascoisas-annapon.blogspot.com/, blog parceiro do Coisas da Alma.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Mensagem de Vovó Cambinda da Guiné




Graças

Graças a Deus!
Pela vida, pela água, por todas as bênçãos sobre nós derramadas todos os dias.
Graças a Deus!
Por aqueles que se dispõem a nos auxiliar, que em nome da caridade, deixam seus lares, filhos, pais, amigos, para nos assistirem.
Graças a Deus!
Pela fé, pelo alento das mãos amigas que vêm, através de outras mãos, nos socorrerem, aliviarem.
Graças a Deus!
Pela prece, por Jesus, por todos os que vêm, em Seu Nome, nos ajudar.
Graças a Deus!
Por tudo, pois se hoje sofremos, choramos, amanhã nossa dor, nosso pranto, há de se transformar em alívio, em riso, encanto por saber que nada, por Sua Misericórdia, é definitivo porque tudo passa e, passar por tudo, N’Ele confiando, é a nossa garantia de progresso.

Uma corrente não se forma só no nome, ela se compõe da firme disposição de cada elo que a forma.
Não somos um, somos todos e todos colaboramos com a corrente fraterna do bem, com Nosso Senhor.

Que seus corações realmente se unam, não somente para mais um trabalho, mas para o firme propósito de colaborar, juntos, com o bem, o progresso, a evolução e o amparo de todos os filhos do Pai que em vossa casa buscam a paz, o conforto, o alívio, a direção.

Coloquem em seu coração, muito amor, de nada mais que isso, garantimos, necessitarão.

O amor é luz, a tolerância é a centelha e a paz é a voz que cala, isolando-nos de tudo o que não é fruto da compreensão.

Deixo esta mensagem singela, com o coração repleto de felicidade e sempre firme na disposição de servir e auxiliar.

Uma vovó!

Anna Ponzetta 18.06.2008

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Prá que gritar?



(Extraído de uma palestra do pensador indiano Meher Baba)


Um dia, um pensador indiano fez a seguinte pergunta a seus discípulos:

- Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?

- Gritamos porque perdemos a calma, disse um deles.

- Mas por que gritar quando a outra pessoa está ao seu lado?, questionou novamente o pensador.

- Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça, retrucou outro discípulo.

E o mestre volta a perguntar:

- Então não é possível falar-lhe em voz baixa?

Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu o pensador. Então ele esclareceu:

- Vocês sabem por que se grita com uma pessoa quando se está aborrecido? O fato é que, quando duas pessoas estão aborrecidas, seus corações se afastam muito. Para cobrir esta distância precisam gritar para poderem escutar-se mutuamente. Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão que gritar para ouvir um ao outro, através da grande distância.

Por outro lado, o que acontece quando duas pessoas estão enamoradas? Elas não gritam. Falam suavemente. E por quê? Porque seus corações estão muito perto. A distância entre elas é pequena. Às vezes estão tão próximos seus corações, que nem falam, somente sussurram. E quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer sussurrar, apenas se olham, e basta.

Seus corações se entendem.

É isso o que acontece quando duas pessoas que se amam estão próximas.

Por fim, o pensador conclui, dizendo:

- Quando discutirem, não deixem que seus corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta.

Vibração de Oxalá

OXALA
View more presentations or Upload your own.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

O consolador

Curitiba, 28 de maio de 2008



O CRISTO CONSOLADOR

Crer na continuidade da vida é passar com mais força pelas dificuldades e tristezas. É esperança.
Crer na justiça de Deus e na reencarnação elucida muitos dos “mistérios” vividos.
“Conhecimento das coisas que faz o homem saber de onde vem, para onde vai e porque está na Terra; chamamento aos verdadeiros princípios da Lei de Deus e consolação pela fé e pela esperança”.
Eis o Cristo Consolador.
“Orai e crede! Porque a morte é a ressurreição e a vida é a prova escolhida durante a qual vossas virtudes cultivadas devem crescer e se desenvolver como o cedro”.
Estamos aqui de passagem e o grande objetivo é o aprendizado.
Aquele que crê e confia em Deus, em suas mãos deposita sua vida, pois sabe, no fundo de seu coração que o sofrimento é passageiro e que nova vida nos espera. Os tesouros que conosco levaremos não são de ouro e prata, são os tesouros da alma resignada e confiante N’Ele que tudo pode.
Há pobres ricos e ricos pobres.
A riqueza material é prova de fogo. A carência tende a elevar o ser, quanto mais resignado e confiante ele for.
O mundo não consola, alivia ou orienta. O dinheiro não compra a paz e o bem querer, nem tampouco arranca de outros rostos sorrisos sinceros de simpatia.
O consolo, o alívio e a orientação vem do Sublime exemplo do Cristo que viveu em simplicidade material, mas na mais elevada riqueza espiritual e esta jamais morre, pois que se renova sempre e mais.
Jesus é o remédio, o médico, o irmão, o exemplo.
Quem abre seu coração, rogando seu socorro é consolado, aliviado, servido em bandejas inesgotáveis de amor, força e esperança.
O que diz não crer em sua poderosa força é tal criança que nega o que não vê, pois que ainda não aprendeu a sentir.
Jesus veio à Terra provar que a morte não existe. Que, a exemplo do nascimento, é natural e continua além desta vida.
Seus exemplos de humildade, fé e coragem são alívio dos aflitos, alimento que sacia de esperança a alma.
Suas palavras e ensinamentos são o mais seguro roteiro a seguir nesta viagem chamada vida que nunca se acaba.
Depositemos, pois, em suas mãos, nossas dores, dissabores, tristezas, angústias, tudo enfim e, logo, munidos de fé e confiança, veremos que o amigo tempo, com Jesus, tudo cura, alivia, orienta e ensina.
Paz não se faz, se conquista a cada minuto e pela eternidade perdura quando conquistada, vivida e assimilada.
Que a luz do Senhor seja convosco, vos ilumine, fortaleça e conduza pelos caminhos do amor, da caridade, da fé e da confiança hoje e sempre.

Com todo o amor, deste servo do Senhor,

Frei Bernardo




Annapon

Mediunidade - Definição

Curitiba, 22 de junho de 2010


MEDIUNIDADE

“Os médiuns são as pessoas aptas a receberem a influencia dos Espíritos e transmitirem os seus pensamentos.

Toda a pessoa que sente num grau qualquer, a influencia dos Espíritos é, por isso mesmo, médium. Essa faculdade é inerente ao homem e, por conseguinte, não é, de nenhum modo, um privilégio exclusivo: também há poucos nos quais não se lhe encontra algum rudimento. Pode-se, pois, dizer que todo o mundo, com pequena diferença, é médium; todavia, no uso, essa qualificação não se aplica senão naqueles nos quais a faculdade mediúnica se manifesta por efeitos ostensivos de uma certa intensidade.”

Trecho Extraído do Livro Obras Póstumas de Allan Kardec Parag.6 – 33 –

Tomando por base os esclarecimentos do codificador do Espiritismo, concluímos que mediunidade é faculdade natural do ser humano. Nada tem de extraordinário ou sobrenatural,
Apresenta-se em qualquer idade e em qualquer pessoa, independentemente de sua condição social, raça, crença, pois que é tão natural quanto os demais sentidos dos quais somos providos.
Mediunidade é também uma maneira de o espírito encarnado evoluir através da ação conjunta, no bem, entre espíritos encarnados e desencarnados daí dizer-se que a Umbanda é a manifestação do espírito para a caridade.
Esse intercambio, médium/espírito, se dá através dos fluidos que se combinam entre eles e, uma vez havendo compatibilidade entre os fluidos, há a manifestação mediúnica.
Existem vários tipos de mediunidade e variações entre os tipos. Uns são médiuns curadores, outros escreventes, outros ouvintes, outros inspirados, etc.
A intuição, tão comum entre os seres, é também um tipo de mediunidade que se manifesta de maneira espontânea.
O mediunato já é um pouco diferente, refere-se ao compromisso com a mediunidade assumido pelo espírito antes mesmo de encarnar em caráter de missão. Objetiva não apenas seu aprimoramento como o de várias pessoas que se beneficiarão de seu mandato mediúnico e como exemplo desse tipo de mediunidade podemos citar Chico Xavier que foi médium missionário.
È importante encararmos a mediunidade como faculdade natural para que todos possam cada vez mais se beneficiar dessa abençoada ferramenta que Deus nos concedeu e que nos coloca em interação com o mundo para o qual um dia iremos.
O objetivo maior da mediunidade é a evolução, o progresso e a união dos espíritos em torno do bem, sejam eles quem forem e como estiverem.

Annapon

domingo, 20 de junho de 2010

Mediunidade



Curitiba, 05.06.2010




Mediunidade, cada um com a sua




Nasci numa família de católicos. Alguns mais, outros menos comprometidos com a fé cristã.

A igreja para mim, quando criança, era questão de respeito, por um lado, e de diversão por outro porque era na igreja que eu encontrava meus amigos.

Fé para mim, naquela ocasião, era um sentimento desconhecido mesmo frequentando a igreja e “ouvindo” os sermões, mesmo acompanhando as rezas de minha mãe.

A medida que fui crescendo, porém, fatos “assustadores” começaram a acontecer. Lembro-me da minha primeira visão aos nove anos de idade e de um fato não menos “assustador” ocorrido na manhã seguinte a essa visão.

Falei com minha mãe sobre o assunto, porém, a resposta que obtive me deixou ainda mais inquieta e amedrontada. Não se pode culpar alguém por não conseguir nos ajudar nessas horas, mesmo porque nem todos compreendem e aceitam a mediunidade.

O tempo se encarrega de nos impulsionar para que busquemos as respostas sobre os fenômenos que nos acontecem, além do tempo, Deus nos aproxima de pessoas que podem nos ajudar.

As visões continuaram e resolvi então, na pré adolescência, contar a uma tia, umbandista praticante na época, sobre os fenômenos. Ela me tranquilizou e esclareceu como pôde sobre mediunidade. Baseou-se em sua experiência de médium umbandista para tanto.

Uma das mais belas visões que tive, aos nove de idade, foi a de uma mulher vestida de azul. Seu vestido era esvoaçante, leve, seu rosto muito bonito e seus cabelos negros e longos eram lindos. Ela fazia movimentos suaves com as mãos.

Ao contar à minha tia sobre essa visão, ela me disse se tratar de Yemanjá. Desde então nunca mais em minha vida parei de sonhar com o mar.

Foram muitas visões, umas boas, outras nem tanto.

A Umbanda sempre me encantou, porém, o curso normal de minha vida não permitiu que à religião eu me dedicasse. O trabalho e os estudos preenchiam todo o meu tempo, muito embora, vez ou outra, eu me aproximasse de algum terreiro como visitante apenas e, nessas ocasiões, as entidades que me atendiam falavam sobre a mediunidade que eu “precisava” desenvolver, mas, como sempre, o tempo era curto e fui vivendo sem cuidar devidamente deste lado espiritual. Naturalmente que essa falta de cuidado, de alguma forma, me perturbava.

Uma das maiores consequências que enfrentei devido à minha negligencia foi o medo. Hoje sei que o medo alimenta pura e simplesmente os espíritos que gostam de brincar e que estão numa condição temporária de falta de esclarecimento e maturidade, mas, na época, e por um longo tempo de minha vida eles conseguiram me amedrontar, mesmo porque eu, assim como eles, não tinha base segura de esclarecimento/conhecimento espiritual.

Além das visões, diálogos entre pessoas estranhas me vinham ao pensamento, chegando a formar pequenas histórias. Hoje penso que esses diálogos curtos já anunciavam a tarefa de escrever que abracei, porém não sem antes ter lido e estudado por algum tempo.

Como já mencionei, Deus nos aproxima, através de seus mensageiros, de pessoas que podem nos ajudar em vários aspectos de nossa vida, mesmo que não percebamos. No meu caso, Ele me aproximou da pessoa que tinha recursos para me ajudar não apenas com o lado espiritual, mas com uma nova maneira de encarar a vida e seus obstáculos.

Essa pessoa, a quem muito devo do que sei e do que sou, é meu companheiro e pai da filha maravilhosa que Deus nos confiou. Foi ele quem me incentivou a escrever e quem me apresentou à Doutrina Espírita. Doutrina que muito me ensinou e ainda ensina.

Participei de estudos e me dediquei à leitura não apenas das obras de Kardec, mas de toda boa obra que pudesse me trazer mais informações sobre as questões da alma. Na casa espírita me envolvi em trabalhos diversos, mas o que me aproximou da psicografia intuitiva foi o trabalho mediúnico. Foi ainda no trabalho mediúnico que reencontrei meus velhos amigos espirituais da Umbanda, contrariando assim a opinião de muitos que crêem não ser possível a união fraterna entre as duas religiões no sentido de colaboração.

O trabalho mediúnico Kardecista me reaproximou dessas entidades tão queridas e iluminadas e de Pai Inácio que me intuiu a escrever sua história.

Por questões íntimas, e sob a orientação do mentor indiano Shàa, me desliguei da casa espírita e segui na Umbanda.

Minha experiência como médium de Umbanda no começo foi difícil, depois segui naturalmente e hoje posso dizer que meu coração não está e nunca esteve dividido entre o Espiritismo e a Umbanda, pois é a razão do espiritismo e a emoção da Umbanda que o fazem bater de forma equilibrada.

Mediunidade, cada um com a sua, título desta mensagem, tem por objetivo tão somente colaborar com quem ainda não se encontrou nesse caminho e está vivendo experiências semelhantes às minhas.

Talvez esse despretensioso relato possa ajudar alguém a encontrar seu tipo de mediunidade e o melhor caminho a seguir para desenvolver e aprimorar seu dom sem medo, preconceito e principalmente, sem ilusão.

Deixo uma dica: Estudo, disciplina e trabalho, são ferramentas adequadas disponíveis a todos os médiuns que busquem seguir o caminho da mediunidade de maneira séria e segura.




Annapon

19.06.2010

sábado, 19 de junho de 2010

Simplesmente uma mensagem

Recebi, por intuição, a mensagem abaixo há algum tempo. Hoje, que tenho um blog, resolvi postá-la e compartilha-la.
Não me foi passado, na época, o nome de quem me inspirou a escrever, porém, na minha opinião, parece que essa pessoa foi ou ainda é poeta.
Espero que gostem, com carinho,
Anna


13.10.1997 - 1917


Mensagem


Tempo de despertar.
A cada dia, a cada nova tragédia e calamidade devemos refletir.
Do planeta, o que será?
E os homens, para onde irão?
Profecias se cumprem, chamados a cada instante são feitos.
Felizes os que cumprirem a obra.
Candidatemo-nos agora. Os ventos chegarão como temporais.
A água lavará toda a tristeza da qual impregnada está.
Vigiemos, amemos, trabalhemos com amizade, perdão e concórdia...
Laços estreitos, por vezes, complicados, por vezes, adorados, são laços longínquos de um tempo passado.
Família nossa, toda a atenção que merece é a vigília incessante de nossas almas em prece.
Hostilidade que se apresente, oportunidade de ajustes. Compreendamos, perdoemos e amemos, pois, a prova que se nos apresenta, é oportunidade única de bem estar futuro.
Tomemos por família também, todo aquele que de nós se aproximar.
Confortemo-los como confortaríamos a nossos irmãos de sangue.

Obs.: Talvez a data 1917, refira-se ao autor espiritual de alguma forma.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Reflexão sobre alguns comportamentos

Olá!
Gostei desse texto e quero compartilhar!
Obrigada a todos vocês que se interessam pelo blog e por meus pensamentos!
Beijos,
Anna


Comportamentos esdrúxulos

Vianna de Carvalho (espírito)


A criatura humana, pela sua procedência espiritual, está equipada de recursos que lhe facultam a crença natural na imortalidade da alma. Nela predomina o atavismo da fé espontânea, que lhe constitui recurso iluminativo, provendo-lhe de ânimo para a resistência a quaisquer adversidades e infortúnios, por sentir que a existência corporal é, sem dúvida, uma experiência educacional e não a realidade em toda a sua exuberância.
No entanto, à medida que envereda pelos meandros do comportamento conflitivo, elabora mecanismos de resistências contra a sobrevivência, em inquietantes tentativas de aniquilar a vida, como, se dessa forma, se pudesse evadir por definitivo do sofrimento e das frustrações. Inconscientemente, rebela-se contra os impositivos da evolução, e, guindando-se ao prazer, gostaria que as sensações tivessem uma duração indefinida, longe de responsabilidades e esforços. Nesse momento, predominam-lhe as sensações e deixa-se iludir pelas falsas alegrias que desfruta. Toda a historiografia da vida é formada na evidência da imortalidade da alma, que sempre se tem feito presente em todos os fastos do pensamento, nos diferentes povos e épocas transatas. Apesar disso, o desejo do aniquilamento, para fugir dos defeitos dos atos, despertam-lhe um sentimento utópico de negação com o qual se debate nos variados sistemas que cria, para sustentar o conceito estranho do aniquilamento da vida.
Compreende-se que indivíduos de formação acadêmica, trabalhados pelos fatos palpáveis dos seus laboratórios, invistam na consumpção do ser, quando cessam os fenômenos biológicos, procurando ignorar, por sistema e hábito, a premissa do espírito como ser causal, anterior ao corpo e a ele sobrevivente. Todavia, quando religiosos buscam apoio em doutrinas de investigação parapsicológica, chegando a conclusões excludentes da interferência dos seres espirituais na vida, essa conduta surpreendente é, pelo menos, esdrúxula, porque pregando a imortalidade com apoio na teologia da sua fé, recusam-se a aceitar os fatos que a comprovam, procurando explicações materialistas para todos os fenômenos paranormais, sem se concederem a possibilidade daqueles de natureza mediúnica.
Esse comportamento disfarça os conflitos que pairam nas suas mentes e as profundas frustrações que lhes assinalam a existência que lhes parece inútil, já que direcionada para doutrinas que lhes não enriqueceram o coração, nem harmonizaram as aspirações da inteligência com as propostas dos sentimentos.
Assim também procedem as pessoas que se dizem vinculadas a doutrinas espiritualistas, assinaladas pela razão, que tiveram oportunidade de investigar os fenômenos paranormais e concluíram pela presença dos seres espirituais, no entanto, agem como se o corpo lhes fosse o único bem de que dispõem, permitindo-se extravagâncias e excentricidades, quando não se entregam ao uso desordenado dos recursos do prazer, que os consomem. Além disso, quando não se permitem os mecanismos de autodestruição, agem contrariamente aos postulados imortalistas, que trabalham o caráter do ser dulcificando-o, desenvolvendo-lhe os sentimentos superiores da tolerância, da compreensão das dificuldades e limites das outras pessoas. Têm, esses que assim se conduzem, atitudes arrogantes, prepotentes, exibicionistas, agindo, sempre que possível, de forma contrária aos cânones espirituais de elevação. Mesmo quando se dedicam ao trabalho de transformação moral para melhor, impõem sua forma de ser, estabelecendo normas que seguem, certamente, mas que desejam transformarem método de comportamento para os demais.
É sempre estranhável o comportamento do indivíduo que se diz espiritualista em geral ou espírita em particular, quando extrapola os limites do respeito aos direitos alheios, ou se torna fiscal impiedoso do seu próximo.
A visão da imortalidade trabalha o íntimo do indivíduo, ensejando-lhe a superação dos instintos primitivos que o agrilhoam à inferioridade, promovendo-o a degraus mais elevados na escala do progresso.
A certeza da transitoriedade orgânica faculta uma preparação continua para a vida futura, auxiliando no desapego dos bens do mundo, mas também dos tesouros do orgulho e das vaidades de toda ordem, que cedem lugar à humildade de reconhecer-se como aprendiz da vida em constante aprimoramento.
A descrença tem as suas vantagens que se caracterizam pela acomodação à indiferença pelo esforço de tornar-se melhor em conhecimento, em sentimento, deixando-se arrastar pela revolta contra os Códigos da Vida e encharcando-se de pessimismo, quando não de agressividade. A morte, porém, no seu périplo de visitar todos os seres, sempre chega e arrebata, convidando, então, às tardias reflexões entre revoltas e desesperos que se anestesiam nas futuras reencarnações silenciosas do sofrimento. São assim tratados todos aqueles que da vida, somente esperam recompensas e tripudiam sobre os elevados sistemas de preservação dos valores espirituais. Agindo insensatamente, embora as advertências que lhes chegam de todo lado, estabelecem os ditames do porvir, a eles submetendo-se para aprender a progredir, já que, incursos no programa da imortalidade, não se podem evadir de si mesmos nem do infinito curso da evolução.
Merece ainda anotação, o comportamento particular das pessoas que apelam para a negação, quando indagam: - Consideremos que haja um processo de evolução. E quando se atinge esse estado, que se passa a fazer; que acontece?
Acostumadas a tudo definir, a tudo limitar, pretendem de um golpe alcançar a finalidade máxima da vida e entender o que seja perfeição nos parâmetros dos seus particulares conceitos de finalismo, de gozo, de realização interior.
Adaptadas ao imediatismo da sensação, encontram-se distantes do significado da harmonia em considerando-se que os seus objetivos são tormentosos momentos de exaustão pelos sentidos, não possuindo sensibilidade para detectar as emoções superiores do êxtase, da elevação psíquica, das paisagens imateriais dos mundos transcendentes, onde não existem a dor a frustração, a morte, as ausências...
Todos aqueles que se propõe sempre a negar a imortalidade da alma, procurando demonstrar que a vida material sintetiza a realidade do existir; enfrentarão, naturalmente, o próprio despertar além das sombras angustiantes dos processos de fixação perturbadora, a que se deixaram conduzir.
Poderoso, inevitável, o tempo acompanha o deperecimento de tudo e de todos, as suas transformações, decadências, glórias e vicissitudes, até o momento da morte, quando abre os painéis da vida exuberante, inalienável, propondo novos cometimentos e realizações futuras, em nome da Harmonia, da Beleza que predominam no Universo.
(Página psicografada pelo médium Divaldo P. Franco, na noite de 17 de abril de 1996, na cidade de Leiria, Portugal.)

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Povo das estrelas

Ensinar gentileza

Curitiba, 27 de maio de 2010


Ensinar Gentileza


Olá,

A humanidade vive, nos dias atuais, o efeito de forte crise.
Tal crise se deve não à perda de valores, mas sim ao início do remanejamento do planeta que se prepara para grande modificação. Consequentemente, a humanidade sofre a turbulência que é inerente a processos de renovação, por essa razão, têm todos a sensação que o tempo passa mais rápido.

É muito comum ouvirmos alguns encarnados falando sobre a perda de valores morais, éticos, religiosos que assolam a humanidade, porém, alertamos que ninguém perde aquilo que não tem e que, se esses mesmos valores tivessem criado raízes fortes, hoje não teriam sucumbido, aliás, há muitos que ainda conservam firmes tais valores, basta somente que haja disposição para olhar em volta.

Tudo é uma questão de impressão e os humanos têm confundido valores, uma vez que se queixam pelo que não recebem e, a seu turno, projetam suas frustrações na forma de intolerância e agressividade, despreocupados com os valores que pregam aos outros, esquecendo de si mesmos.

Vejamos baseados no acima exposto, o que aconteceu com a gentileza, com o ato de ser gentil nesses tempos de turbulência.

Gentileza deveria ser natural, espontânea, mas não é pelo simples fato que cada espírito desenvolveu, ou não, o respeito ao próximo, cada um está na Terra cumprindo a sua tarefa e dentro de seus padrões de evolução, portanto, gentileza não se exige, se espera e se pratica antes de tudo, pois é só pelo exemplo que tal ato cresce e se expande.

Assim como violência gera violência, a gentileza também retorna ao gentil, mesmo que o outro não tenha o hábito, nem tenha desenvolvido em si o dom de ser gentil, é muito pouco provável que reaja à gentileza com violência ou agressividade.

Percebemos que o ser humano tem sido ensinado a ser gentil a força, através das Leis e isso se deve ainda à turbulência pela qual passa o planeta e os espíritos que nele habitam e que se encontram em franco processo de seleção, uma vez que a Terra se prepara para deixar de ser planeta de provas e expiações para evoluir, como é natural.

Voltemos à questão dos valores perdidos e com atenção, se silenciarmos nossas mentes, vamos facilmente descobrir que a humanidade não perdeu valores, ela simplesmente caminha em busca deles.

Deixo minha gratidão e um pensamento:

“Gentileza eleva a alma. É semente promissora que ao ser lançada, retorna em forma de amor”.


Shaà


Annapon em 01.06.2010

linkwithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Pesquisar este blog

Seguidores